O LIVRO TIBETANO DOS MORTOS
Compilação e coordenação W. Y.Evans-Wentz
O Bardo Thõdol, apropriadamente intitulado por seu organizador, W. Y. Evans-Wentz, O livro tibetano dos mortos, pertence a essa categoria de escritos que não interessam apenas aos estudiosos do Budismo Mahayana, mas também e especialmente — pelo fato de possuir um profundo humanismo e uma compreensão ainda mais profunda dos segredos da psique humana — ao leitor comum que procura ampliar seus conhecimentos da vida.
Durante anos, desde que foi publicado pela primeira vez, o Bardo Thódol tem sido meu companheiro constante e a ele devo não apenas muitas ideias e descobertas estimulantes, mas também muitos esclarecimentos fundamentais. Ao contrário dO livro egípcio dos mortos, que sempre nos induz a falar demais ou muito pouco, o Bardo Thódol nos oferece uma filosofia inteligível, endereçada a seres humanos, mais do que a deuses ou a selvagens primitivos. Sua filosofia contém a quintessência da crítica psicológica budista; nessa qualidade, podemos realmente dizer que ele é de uma superioridade sem par.
O livro não é um cerimonial fúnebre, mas um conjunto de instruções para os mortos, um guia através dos cambiantes fenómenos do reino do Bardo, esse estado de existência que continua por 49 dias após a morte até a próxima reencarnação.
O Bardo Thõdol é, então, conforme observa igualmente o Dr. Evans-Wentz, um processo de iniciação cujo propósito é o de restaurar na alma a divindade que ela perdeu ao nascer. [. . . ] O livro descreve um caminho de iniciação em. sentido inverso, a qual, diferentemente das expectativas escatológicas da Cristandade, prepara a alma para uma descida à existência física.
Esse tratado dos mortos é tão detalhado e tão adaptado às aparentes modificações na condição do morto que qualquer leitor sério ver-se-á propenso a perguntar se esses velhos sábios lamas não teriam, afinal de contas, apreendido algo da quarta dimensão e levantado o véu de um dos maiores segredos da vida.
C.G. Jung
"Comentário Psicológico"
PREFÁCIO (impressão de 1960) XI
PREFÁCIO À TERCEIRA EDIÇÃO XIII
PREFÁCIO À SEGUNDA EDIÇÃO XIX
PREFÁCIO À PRIMEIRA EDIÇÃO XXV
ILUSTRAÇÕES XXIX
COMENTÁRIO PSICOLÓGICO (Dr. C. G. Jung) XXXV
PREFÁCIO: A CIÊNCIA DA MORTE (Sir John Woodroffe) LIX
INTRODUÇÃO
I. A importância do Bardo Thodol 1
II. O simbolismo 2
III. O significado esotérico dos quarenta e nove dias do Bardo 5
IV. O significado esotérico dos cinco elementos 6
V. Os ensinamentos de sabedoria 7
VI. As cerimónias fúnebres 12
VII. OAzrctoouestadopós-morte 20
VIII A psicologia das visões do Bardo 21
IX. O juízo 24
X. A doutrina do renascimento 27
XI. A cosmografia 42
XII. Resumo dos ensinamentos fundamentais 45
XIII O manuscrito 46
XIV. A origem do Bardo Thodol 49
XV. A tradução e a edição (inglesas) 53
LIVRO I
O CHIKHAI BARDO E O CHÕNYID BARDO
SEÇÕES INTRODUTÓRIAS 59
AS OBEDIÊNCIAS 59
INTRODUÇÃO 59
A transferência do princípio de consciência 60
A leitura deste Thodol 60
Aplicação prática deste Thodol pelo oficiante 61
Parte I
O BARDO DOS MOMENTOS DA MORTE
INSTRUÇÕES SOBRE OS SINTOMAS DA MORTE, OU O PRIMEIRO ESTÁGIO DO CHIKHAI BARDO: A CLARA LUZ PRIMÁRIA VISTA NO MOMENTO DA MORTE 62
INSTRUÇÕES SOBRE O SEGUNDO ESTÁGIO DO CHIKHAI BARDO: A CLARA LUZ SECUNDÁRIA VISTA IMEDIATAMENTE APÓS A MORTE 69
Parte II
O BARDO DA VIVÊNCIA DA REALIDADE
INSTRUÇÕES INTRODUTÓRIAS SOBRE A EXPERIÊNCIA DA REALIDADE DURANTE O TERCEIRO ESTÁGIO DO BARDO, CHAMADO CHONYID BARDO, QUANDO SURGEM APARIÇÕES KÂRMICAS 71
A AURORA DAS DIVINDADES PACÍFICAS, DO PRIMEIRO AO SÉTIMO DIA
Primeiro dia
Segundo dia
Terceiro dia
Quarto dia
Quinto dia
Sexto dia
Sétimo dia
AURORA DAS DIVINDADES IRADAS, DO OITAVO AO DÉCIMO QUARTO DIA
Introdução
Oitavo dia
Nono dia
Décimo dia
Décimo primeiro dia
Décimo segundo dia
Décimo terceiro dia
Décimo quarto dia
CONCLUSÃO, MOSTRANDO A IMPORTÂNCIA FUNDAMENTAL DOS ENSINAMENTOS DO BARDO 115
LIVRO II
O SIDPA BARDO
SEÇÕES INTRODUTÓRIAS
AS OBEDIÊNCIAS
VERSOS INTRODUTÓRIOS
Parte I
O MUNDO DO PÓS-MORTE
O CORPO DO BARDO: SEU NASCIMENTO E SUAS FACULDADES SOBRENATURAIS 119
CARACTERÍSTICAS DA EXISTÊNCIA NO ESTADO INTERMEDIÁRIO 123
O JUÍZO 127
A INFLUÊNCIA SOBREDETERMINANTE DO PENSAMENTO 129
A AURORA DAS LUZES DOS SEIS LOKAS 132
Parte II
O PROCESSO DO RENASCIMENTO
O FECHAMENTO DA PORTA DO VENTRE 133
Método para impedir a entrada num ventre 134
Primeiro método para fechar a porta do ventre 134
Segundo método para fechar a porta do ventre 135
Terceiro método para fechar a porta do ventre 135
Quarto método para fechar a porta do ventre 137
Quinto método para fechar a porta do ventre 138
A ESCOLHA DA PORTA DO VENTRE 139
Visões premonitórias do lugar de renascimento 139
Proteção contra as fúrias atormentadoras 141
ESCOLHA ALTERNATIVA: NASCIMENTO SOBRENATURAL OU NASCIMENTO NO VENTRE 143
Nascimento sobrenatural por transferência a um reino paradisíaco 143
Nascimento no ventre: retorno ao mundo humano 144 146
APÊNDICE
I. INVOCAÇÃO DOS BUDAS E BODDHISATTVAS 150
II. "O CAMINHO DOS BONS DESEJOS PARA SALVAR DA PERIGOSA PASSAGEM ESTREITA DO BARDO" 151
III. "OS VERSOS FUNDAMENTAIS DOS SEIS BARDOS" 153
IV. "O CAMINHO DOS BONS DESEJOS QUE PROTEGEM DO TEMOR NO BARDO" 155
V. COLOFÃO 158
ADENDOS
I. YOGA 160
II. TANTRISMO 162
III. MANTRAS OU PALAVRAS DE PODER 167
IV. O GURU, O SHISHYA (OU CHELA) E AS INICIAÇÕES 168
V. REALIDADE 169
VI. BUDISMO DO NORTE, DO SUL E CRISTIANISMO 175
VII. O JUÍZO CRISTÃO MEDIEVAL 179
ÍNDICE ANALÍTICO 183