O Despertar dos Mágicos
Autor: Louis Pauwels e Jacques BergierSinopse
Será a sociedade secreta a futura forma de governo? Terão existido em tempos imemoriais civilizações técnicas? Haverá portas abertas para universos paralelos? Estaremos avançando para alguma forma de ultra-humano?
Aparentemente, são essas perguntas loucas. Mas, para Jacques Bergier e Louis Pauwels, que há vários anos investigam as linhas avançadas do conhecimento, é indispensável que estas questões sejam formuladas. Estas e muitas outras ainda mais estranhas. Nós interrogamos a realidade através dos nossos preconceitos, antigos ou modernos. Mas há outra forma de a interrogar e então ela se revela fantástica. Para nos dar um exemplo ao nosso alcance, os autores estudaram especialmente o nazismo. Apresentam-nos uma sociedade místico-política que acreditava na terra oca, na presença real do Superior Desconhecido, nos Gigantes da era secundária, sociedade que lançava expedições à conquista do Graal e julgava poder vencer por meio de sacrifícios rituais o frio da planície russa. E essa sociedade por pouco não conseguiu a vitória! Será lida com assombro esta descrição do socialismo mágico hitlerista, que alteia as noções admitidas pela história oficial.
Todavia, isto é apenas um exemplo daquilo que pode desvendar o método de exploração que os autores chamam realismo fantástico. A história dos descobrimentos, a história do pensamento desde o século XIX até os nossos dias, a história das civilizações adquirem proporções fabulosas. Na terceira parte de O Despertar dos Mágicos, sem dúvida a mais importante do livro, é a nossa concepção da psicologia humana que se encontra alterada. Tudo o que geralmente pensamos a respeito dos poderes da inteligência, dos estados de consciência, do equipamento do nosso cérebro, do génio, da intuição, da memória ou do sonho, é varrido por um vento prodigioso, e achamo-nos numa floresta de hipóteses aterradoras e feéricas. Ora, não se trata de meditações gratuitas, ou de efabulações poéticas. Trata-se de fatos e de reflexões acerca de fatos. Trata-se de conhecimentos trazidos à luz por um método revolucionário e expresso com uma paixão clara. Eis por que esta obra singular, cuja documentação é enorme, se lê como um romance. Aliás, talvez seja um romance. . .
Sumário
Prefácio 7
PRIMEIRA PARTE
O FUTURO ANTERIOR
I. Homenagem ao leitor apressado. — Uma demissão em 1875- — As aves agourentas. — Como o século XIX fechava as portas. — O fim das ciências e o recalcamento do fantástico. — Os desesperos de Poincaré. — Somos os nossos próprios avós. — juventude! Juventude! ........................ 25
II. A deleitação burguesa. — Um drama da inteligência ou a tempestade do irrealismo. — Perspectiva sobre outra realidade. — Para além da lógica e das filosofias literárias. — A noção do eterno presente. — Ciência sem consciência: e consciência sem ciência? — A esperança................................. - 32
III. Reflexões apressadas sobre os atrasos da sociologia. — Um 'diálogo de surdos. — Os planetários e os provincianos. — Um cavaleiro que regressou para junto de nós. — Um pouco de lirismo............................................... 40
A CONSPIRAÇÃO EM PLENO DIA
I. A geração dos "obreiros da Terra". — Sois um moderno atrasado ou um contemporâneo do futuro? — Um cartaz nas paredes de Paris em 1622. — Ver as coisas antigas com olhos novos. — A linguagem esotérica e a linguagem técnica. — Uma nova noção da sociedade secreta. — Um novo aspecto do "espírito religioso" ............. 45
II. Os profetas do Apocalipse. — Uma Comissão do Desespero. — A metralhadora de Luís XVI. — A Ciência não é uma Vaca Sagrada. — O Senhor Despolopoulos quer ocultar o progresso. — A lenda dos Nove Desconhecidos ........... 55
III. Ainda uma palavra sobre o realismo fantástico. — Ali existiram técnicas. — Houve a necessidade do segredo e volta a haver. — Nós via/amos no tempo. — Queremos ver, na sua continuidade, o oceano do espírito. — Novas reflexões sobre o engenheiro e o mágico. — O passado, o futuro. — O presente atrasa-se nos dois sentidos. — O ouro dos livros antigos. — Um olhar novo sobre o mundo antigo..................... 63
IV. O saber e o poder ocultam-se. — Uma visão da guerra revolucionária. — A técnica ressuscita as Guildas. — O regresso à idade dos Adeptos. — Um romancista falara verdade: existem "Centrais de Energia". — Da monarquia à criptocracia. •— A sociedade secreta, futura forma de governo. — A própria inteligência é uma sociedade secreta. — Batem à porta......... 82
A ALQUIMIA COMO EXEMPLO
I. Ura alquimista no Café Procope, em 1953. — Conversa a propósito de Gurdjieff. — Um homem que pretende saber que a pedra filosofal é uma realidade. — Eergier arrasta-me a toda velocidade para um estranho atalho. — Aquilo que vejo liberta--me do imbecil desprezo pelo progresso. — O nosso pensamento secreto a respeito da alquimia: nem revelação, nem tentativa. — Rápida meditação sobre a espiral e a esperança. 94
II. Cem mil livros que nunca são interrogados. — Pede-se uma expedição científica ao país da alquimia. — Os inventores. — O delírio pelo mercúrio. — Uma linguagem cifrada. — Terá existido outra civilização atómica? — Os pilares do museu de Bagdá. — Newton e os grandes iniciados. — Helvétius e Spinosa perante o ouro filosofal. — Alquimia e física moderna.— Uma bomba de hidrogénio sobre um fogão de cozinha. — Materializar, hominizar, espiritualizar ..................... 101
III. Onde se vê um pequeno judeu preferir o mel ao açúcar. — Onde um alquimista, que poderia ser o misterioso Fulcanelli, fala do perigo atómico em 1937, descreve a pilha atómica e evoca as civilizações desaparecidas. — Onde Bergier corta um co-fre-forte com um maçarico e anda com uma garrafa de urânio debaixo do braço. — Onde um major americano anónimo procura um Fulcanelli definitivamente oculto. — Onde Oppenheimer canta um dueto com um sábio chinês de há mil anos atrás. 112
IV. O alquimista moderno e o espírito de investigação. •— Descrição do que faz um alquimista no seu laboratório. — A repetição indefinida da experiência. — O que espera ele? — A preparação das trevas. — O gás eletrônico. — A água dissolvente. — Será a pedra filosofal energia em suspensão? — A transmutação do próprio alquimista. •— Para além começa a verdadeira metafísica............... 122
V. Há tempo para tudo. — Há mesmo um tempo para que os tempos se reencontrem............................... 133
AS CIVILIZAÇÕES DESAPARECIDAS
I. Onde os autores descrevem o extravagante e maravilhoso Senhor Fort. — O incêndio do sanatório das coincidências exageradas. — O Senhor Fort vítima do conhecimento universal. — Quarenta mil notas sobre as tempestades de pervincas, as chuvas de rãs e os aguaceiros de sangue. — O Livro dos Danados. — Um certo Professor Kreyssler. — Elogio e ilustração do in-termediarismo. — O eremita do Bronx ou o Rabelais cósmico. — Onde os autores visitaram a catedral de Santo Algures. — Bom apetite, Senhor Fort! .......................... 136
II. Uma hipótese para a fogueira. — Onde o eclesiástico e o biologista fazem o papel de cómicos. — Pede-se um Copérnico da antropologia. — Muitos espaços brancos em todos os mapas. — O Doutor Fortune não é curioso. — O mistério da platina derretida. •— Barbantes que são livros. — A árvore e o telefone.— Um relativismo cultural. — E agora, uma boa historieta! 150
III. Os nove bilhões de nomes de Deus................ 162
IV. Onde os autores, que não são nem muito crédulos, nem muito incrédulos, se interrogam a respeito da Grande Pirâmide. — E se existissem outras técnicas? — O exemplo hitleriano. — O império de Almançor. — Muitos fins do mundo. — A impossível ilha de Páscoa. — A lenda do Homem Branco. — As civilizações da América. — O mistério maia. — Da "ponte Jf luz" à estranha planície de Nasça. — Onde os autores não passam de pobres quebradores de pedras................. 168
V. Memória mais antiga do que nós. .. — Onde os autores voltam a encontrar pássaros metálicos. — História de um curioso mapa do mundo. — Bombardeamentos atómicos e naus inter-planetárias nos "textos sagrados". — Outra ideia sobre as máquinas. — O culto pelo "cargo". — Outra visão do esoterismo. — A sagração da inteligência. — Mais uma história, por favor. 178
VI. Um cântico para São Leibowitz ............. 190
SEGUNDA PARTE
ALGUNS ANOS NO ALGURES ABSOLUTO
I. Todas as bolas no mesmo saco. — Os desesperos do historiador. —• Procura-se inteligência mais sutil. •—• Dois amadores do insólito. — No fundo do Lago do diabo. — Um antifascismo oco. — Bergier e eu perante a imensidão do estranho. — Tróia também era uma lenda. — A história em atraso. Do visível banal ao invisível fantástico. — Apologo do escaravelho de ouro. — Pode ouvir-se a ressaca do futuro. — Há apenas as frias mecânicas............... 217
II. Na Tribuna das Nações recusam o Diabo e a loucura. — Há no entanto uma luta dos deuses. — Os alemães e a Atlântida. — Um socialismo mágico. — Uma religião e uma ordem secretas. — Uma expedição às regiões ocultas. — O primeiro guia será poeta....................................... 231
III. Onde se falará de Toulet, escritor menor. — Mas é de Arthur Machen que se trata. — Um grande génio desconhecido. — Um Robinson Crusoé da alma. — História dos anjos de Mons. — Vida, aventuras e desgraças de Machen. — Como descobrimos uma sociedade secreta inglesa. •— Um prémio Nobel com máscara preta. — A Golden Dawn, suas filiações, seus membros e seus chefes. — A razão por que vamos citar um texto de Machen. — Os acasos mostram zelo......... 234
IV. O texto de Arthur Machen. — Os verdadeiros pecadores como os verdadeiros santos são ascetas. — O verdadeiro Mal assim como o verdadeiro Bem nada tem a ver como o mundo vulgar. — O que é pecado é conquistar o céu de assalto. •— O verdadeiro Mal torna-se cada vez mais raro. — O materialismo inimigo do Bem e ainda mais do Mal. — Apesar de tudo existe hoje qualquer coisa. — Se estais realmente interessados. 243
V. A Terra oca, o mundo gelado, o homem novo. — Nós somos inimigos do espírito. — Contra a natureza e contra Deus. — A sociedade do Vril. — A raça que nos suplantará. — Hau-shoffer e o Vril. — A ideia de mutação do homem. — O Superior Desconhecido. — Mathers, chefe da Golden Dawn, encontra os Grandes Terrificantes. — Hitler diz que também os viu. — Uma alucinação ou uma presença real? — A porta aberta sobre outra coisa. — Uma profecia de René Guénon. — O primeiro inimigo dos nazis: Steiner................. 249
VI. Um ultimato aos cientistas. — O profeta Horbiger, Copérnico do século XX. — A teoria do mundo gelado. — História do sistema solar. — O fim do mundo. — A Terra e suas quatro luas. — Aparição dos gigantes. — As luas, os gigantes e os homens. — A civilização da Atlântida. — As cinco cidades de há 300 000 anos. •— De Tiauanaco às múmias tibetanas. — A segunda Atlântida. — O Dilúvio. — Degenerescência e cristandade. — Aproximamo-nos de outra era. — A lei do gelo e do fogo.............................. 258
VII. Horbiger ainda tem um milhão de discípulos. — A espec-tativa do messias. — Hitler e o esoterismo em política. — A ciência nórdica e o pensamento mágico. — Uma civilização inteiramente diferente da nossa. — Gurdjieff, Horbiger, Hitler e o homem responsável do cosmo. — O ciclo do fogo. — Hitler fala. — O fundo do anti-semitismo nazi. — Marcianos em Nu-remberg. — O antipacto. — O verão do foguete. — Stalingrado ou a queda dos magos. — A prece sobre o Elbruz. — O pequeno homem vencedor do super-homem. — É o homem pequeno que abre as portas do céu. — O crepúsculo dos Deuses. — A inundação do metropolitano de Berlim e o mito do Dilúvio. — Morte caricatural dos profetas. — O coro de Shelley. 280
VIII. A Terra é oca. — Vivemos no interior. — O Sol e a Lua estão no centro da Terra. — O radar a serviço dos magos. — Uma religião nascida na América. — O seu profeta alemão era aviador. — O antiEinstein. — Um trabalho de louco. — A Terra oca, os satélites artificiais e os alérgicos à noção do infinito. — Uma arbitragem de Hitler. — Para além da coerência. .................................. 298
IX. Levam-nos água ao nosso horrível moinho. — O jornal dos Louros. — O Padre Lenz. — Uma circular da Gês tapo. — A última prece de Dietrich Eckardt. — A lenda de Tule. — Um viveiro de médiuns. — Haushoffer, o mágico. — Os silêncios de Hess. — A suástica e os mistérios da casa Ipatiev. — Os sete homens que queriam modificar a vida. — Uma colona tibetana. — As exterminações e o ritual. — Está mais escuro do que maginais ................. 306
X. Himmler e o problema ao contrário. — A curva decisivm de 1934. — A Ordem Negra no poder. — Os monges guerreiros com cabeças de morte. — A iniciação nos Burgs. — A última prece de Sievers. — Os estranhos trabalhos da Ahnenerbe. — O grande-sacerdote Frederico Hielscher. — Um apontamento esquecido de Jiinger. — O sentido de uma guerra e de uma vitória................................. 31S
TERCEIRA PARTE
O HOMEM, ESSE INFINITO UMA NOVA INSTITUIÇÃO
I. O fantástico no fogo e no sangue. — As barreiras da incredulidade. — O primeiro foguete. — Burgueses e operários da Terra. — Os fatos falsos e a ficção verdadeira. — Os mundos habitados. — Os visitantes vindos de algures. — Ao grandes comunicações. — Os mitos modernos. — Do realismo fantástico em psicologia. — Para uma exploração do fantástico interior. — Exposição do método. — Uma concepção diferente da liberdade ............... 333
O FANTÁSTICO INTERIOR
II. Pioneiros: Balzac, Hugo, Flammarion. — Jules Romains e a mais vasta interrogação. — O fim do positivismo. — O que é a parapsicologia? — Fatos extraordinários e experiências autênticas. — O exemplo do Titanic. — Vidência. — Premonição e sonho. — Parapsicologia e psicanálise. — Nosso trabalho exclui o recurso ao ocultismo e às falsas ciências. — Em busca da maquinaria das profundezas..................... 347
A CAMINHO DA REVOLUÇÃO PSICOLÓGICA
III. O "segundo sopro" do espírito. — Pede-se um Einstein da psicologia. — A ideia religiosa renasce. — A nossa sociedade está moribunda. — Jaurès e a árvore ruidosa de moscas. — O pouco que vemos é devido ao pouco que somos......... 363
UMA REDESCOBERTA DO ESPÍRITO MAGICO
IV. O olho verde do Vaticano. — A outra inteligência. — Fábrica do Bosque Adormecido. — História da relavote. — É possível que a natureza faça um jogo duplo. — A manivela da supermáquina. — Novas catedrais, nova gíria. — A última porta. — A existência como instrumento. — Coisas novas e razoáveis sobre os símbolos. — Nem tudo está em tudo..... 369
A NOÇÃO DO ESTADO DE VIGÍLIA
V. A mamira dos teólogos, dos cientistas, dos magos e das crianças. — Cumprimentos a um especialista em suscitar obstáculos. — O conflito espiritualismo-materialismo, ou uma história de alergia. — A lenda do chá. — E se se tratasse de uma faculdade natural? — O pensamento como forma de caminhar e de sobrevoar. — Um suplemento aos direitos do homem. — Divagações sobre o homem desperto. — Nós, honestos bárbaros. 389
TRÊS HISTÓRIAS PARA SERVIREM DE EXEMPLO
VI. História de um grande matemático em estado selvagem. — História do mais espantoso clarividente. — História de um cientista de amanhã que vivia em 1750................. 401
PARADOXOS E HIPÓTESES SOBRE O HOMEM DESPERTO
VII. Por que motivo as nossas três histórias desiludiram alguns leitores. — Não sabemos nada de sério sobre a levitação, a imortalidade etc. — No entanto o homem tem o dom da ubiqiiidade, ele vê a distância etc. — A que chamais uma máquina? — Como poderia ter nascido o primeiro homem desperto. — Sonho fabuloso mas racional sobre as civilizações desaparecidas. — Apólogo da pantera. — A escrita de Deus. 410
ALGUNS DOCUMENTOS SOBRE O ESTADO DE VIGÍLIA
VIII. Uma antologia a fazer. — As opiniões de Gurdjieff. •—• A minha passagem pela escola de vigília. — Uma história de Raymond Abellio. — Considerações de Renê Alleau sobre o estado de consciência superior. — Um texto admirável de Gustav Meyrinck, génio ignorado....................... 416
O PONTO PARA ALÉM DO INFINITO
IX. Do Surrealismo ao Realismo Fantástico. — O Ponto Supremo. — Desconfiar das imagens. — A loucura de Georg Cantor. — O togue e o matemático. — Uma aspiração fundamental do espírito humano. — Um excerto de uma genial novela de Jorge Luís Borges........................... 431
DIVAGAÇÕES SOBRE OS MUTANTES
X. O garoto astrónomo. — Uma subida de temperatura na inteligência. — Teoria das mutações. — O mito dos Grandes Superiores. — Os Mutantes entre nós. — Do Horla a Leonardo Euler. — Uma sociedade invisível dos Mutantes. — Nascimento do ser coletivo. — O amor pelo vivo....... 441
Informações Adicionais
Livro USADO. EDIÇÃO ESPECIAL CAPA DURA! RARÍSSIMA!!!!
Texto, gravuras e fotografias íntegros.
Formato 20 x 13 cm
Editora Difel, 1975
463 páginas
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