A Natureza divide-se em reinos, como aprendemos nos primeiros anos escolares, o reino mineral, o vegetal e o animal; contudo, hoje, temos consciência que esses reinos encontram-se entrelaçados e que a divisão é meramente simbólica.
Segundo o relato bíblico escudado no que a ciência crê, no que respeita ao nosso Planeta Terra, no princípio o globo terrestre era completamente coberto por água.
Sob as águas, obviamente, havia a terra revelando o reino mineral propriamente dito, pois a água em si, também pertence ao mesmo reino.
O lodo, a terra, a areia, as pedras são aspectos de uma mesma massa, pois tanto uma rocha de dimensões gigantescas como um único grão de areia, tudo será pedra.
A pedra, portanto, teria existido antes dos vegetais e dos animais.
O homem como animal de estirpe não passa de um aglomerado de minérios onde predomina o cálcio e de líquidos; os seus pêlos não passam de fibras formadas por sua vez do mesmo cálcio.
Essas informações devem ser recebidas a "grosso modo", pois a Natureza quando analisada a fundo, revela os seus segredos e inspirados neles podemos afirmar que o homem, ainda, não descobriu todos os segredos e certamente, nunca os há de descobrir se considerarmos que a Natureza não está limitada na terra que habitamos, mas no Cosmos em si.
No limiar do estudo da Pedra Bruta, havemos de considerar o que respeita ao mineral intrinsecamente e o que respeita a sua parte esotérica.
Por esotérico queremos adiantar a parcela simbólica contida em uma pedra e na linguagem maçónica, a Pedra Bruta.
A forma, o peso, a densidade, a cor, a opacidade, o brilho, ou a composição, são elementos a serem apreciados de vez que uma simples pedra natural colhida ao acaso, seja na superfície seja nas entranhas da terra, não deve ser considerada como a Pedra Bruta do Maçom.
A pedra em si, contém, de conformidade com os locais de onde é extraída, todos os minerais até agora catalogados.
Exemplificando, o granito não passa de uma composição oriunda de uma pressão dentro de um determinado tempo, de quartzo, feldspato e mica.
Assim, qualquer pedra pode conter elementos preciosos como a platina ou o ouro, ou elementos comuns como o ferro.
Maçónica, religiosa ou cientificamente, não se chegou a fixar uma pedra para que representasse o "ser humano", ou a Pedra Bruta dos Maçons.
As árvores e os animais, incluindo os peixes, foram em épocas remotas "fossilizados" o que nos autoriza a afirmarmos que ao final, tudo transforma-se em pedra.
O ser humano pode "empedernir-se a apresentar um "coração de insensível ou comumente dito, de pedra.
Maçonicamente, o Aprendiz tem desde após à sua Iniciação a tarefa de "desbastar" a Pedra Bruta; é-lhe apresentado um bloco irregular de granito e simbolicamente, um Maço e com ele dá três pancadas significando o início de um longo trabalho.
Com o transcorrer do tempo, a pedra de cada Aprendiz vai sendo desbastada sem, contudo, ser-lhe dito quando deve parar e o que fazer dessa pedra que vai perdendo a forma original.
"Pedra Bruta" tem o significado de pedra disforme, virgem como a Natureza a entrega, sem um determinado destino.
Para uma compreensão mais clara, faz-se necessário definir algo a respeito desse mineral que nos cerca e que está em toda parte, mesmo que tenha que ser colhido, ou que surja dos vulcões ou até que caia do firmamento, desprendido de algum astro que misteriosamente "expurga", de si, a sobra.
O estudo de uma simples pedra demanda dedicação, tempo e interesse e, assim, torna-se conveniente construir uma sinopse, uma catalogação, certamente não tanto científica com rigorismo técnico, mas apenas certa didática apropriada ao conhecimento de quem inicia a jornada em seu aprendizado maçónico.