Meus Irmãos, aqui está o nosso 17S Livro, não incluindo entre os mesmos a tradução que fizemos do Livro do Irmão Leon Zeldis - ESTUDOS MAÇÓNICOS. Como não somos Historiador, vamos dar a esse novo Livro, um caráter- Romance Histórico-Maçônico. Isso porque os fatos aqui relatados não são calcados em cima de Documentos Primários. E apenas um apanhado de fatos e dados em frente, nem sempre, confiáveis.
Quando enveredamos por estes caminhos tínhamos, em mente, trazer alguns dados e alguns fatos para apresentarmos, enfeixados, num Livro, a ser lançado por ocasião do "Bicentenário do Areópago de Itambé", que será realizado em abril de 1996, juntamente com o 25- Aniversário de "A TROLHA".
A Primeira Parte do Livro - "O Cura de Dolores"-é inédita. É um trabalho que fizemos para homenagear esse grande Líder e Pai da Independência Mexicana, tão desconhecido entre nós. Miguel Hida/go e Costilla, o Cura de Dolores que, em 1810, deu o famoso Grito de Yara, começando o Movimento de Libertação do México, merece ser divulgado entre nós, ainda mais agora que festejamos o "Bicentenário do Areópago de Itambé". E na trilha do Movimento Mexicano de Libertação Nacional, nós encaixamos alguns fatos da Libertação de toda a América Espanhola; passando - da fundação da Loja "Caballeros Racionales", por Francisco Miranda, em Londres, em 1807, com a fachada de "Grande Reunião Americana", às Lojas "Lautaro", em Buenos Aires, por José de San-Martin. E com San Martin e as Lojas "Lautaro", nós fazemos uma pequena resenha dos Grandes Libertadores que seguiram Costilla, Allende e Morello.
São breves pinceladas - por um simples motivo - não temos nenhuma vivência como historiador, apesar de gostarmos muito de estudara História, especialmente da Maçonaria e a da Libertação dos Povos Americanos; e, também, porque não queríamos nos meter em seara que desconhecíamos e desconhecemos os meandros da arte de escrever História.
Quando pisamos em terreno desconhecido podemos, descuidadosamente, cair em areia movediça.
Neste trabalho, colhemos a opinião de alguns Luminares da arte de escrever - tais como: José Castellani, Frederico G. Costa, Ricardo Mano, Gonçalves, Lysis Brandão da Rocha, Padre Valério Alberton e Padre Benimeli.
Suas opiniões estão inseridas neste trabalho, com a finalidade de levarem, até o leitor, algo mais que a nossa opinião.
Poderíamos ter ido além; poderíamos ter trazido mais subsídios para o Leitor. Mas as precauções que tivemos, por estarmos investindo em seara alheia nos fizeram frear em nossos desejos.
A Segunda Parte deste Livro é um trabalho nosso, já conhecido, pois foi publicado pela Revista "A TROLHA", e pelo Caderno de Pesquisas Maçónicas. Para colocarmos esse trabalho aqui, tivemos que reescrevê-lo em muitas páginas e muitos acontecimentos. Seu Título: "O Padre que Ajudou a Derrubar um Papa" - e seu conteúdo, estão umbilicalmente unidos ao "Areópago de Itambé". Daí concluirmos que o mesmo - de roupagem nova — deveria fazer parte deste Livro nosso.
O trabalho foi quase todo reescrito, sendo-lhe acrescentado uma quantidade muito grande de novos dados.
Num gesto, quase infantil, nosso, de brincar com fatos Históricos, nós alinhavamos e alinhamos diversos acontecimentos Históricos que, agindo em cadeia, ou encadeados entre si; partindo de um gosto isolado do Cónego Joaquim António das Mercês, ao facilitar a fuga de seu Irmão Maçom, da Fortaleza do Mar, na Bahia, onde era Diretor, até a queda do Papa Pio IX, frente à Carbonária e o Movimento de Unificação da Itália, levado a efeito pelo Maçom e Carbonário - Giusepre Garibaldi. Pela dialética histórica os fatos são explicados com simplicidade, baseando-se no Determinismo Histórico, que estabelece que nada acontece por si só. Que o encadeamento dos fatos é um fenómeno de fácil compreensão, bastando para isso, ir ligando os acontecimentos.
Essa foi apenas uma teoria curiosa que analisamos e escrevemos, com intuito de brincarmos com a História. E como os fatos estão ligados ao "Areópago de Itambé", e com o "Cura de Dolores" e As Influências do Areópago de Itambé, nas Revoluções Brasileiras, achamos importante inseri-los neste livro nosso.
São três trabalhos despretensiosos que publicamos, juntos, para homenagear a passagem do "Bicentenário da Fundação do Areópago de Itambé", e os Organizadores dos festejos.
A Terceira Parte é um Trabalho encomendado para Homenagear os 200 anos do Areópago de Itambé, com o título: "As Influências de Itambé nas Revoluções Brasileiras". O Trabalho não se diferencia muito dos outros cois primeiros. Embora escritos em anos diferentes, eles têm por Lema, a tendència das Américas e a implantação da República que, desde 1710, vinha sendo o maior objetivo dos Homens amigos da Liberdade. E com Ingresso da Maçonaria no Continente, na primeira metade do século XVIII (América do Norte) e na segunda metade (América Central) e América do Sul no final daquele século (1796), as Palavras de Ordem eram: Liberdade, Democracia e República.
Nosso objetivo nesse último Trabalho (3a Parte deste Livro) foi o de buscar um elo, um fio que estivesse ligando esses Acontecimentos, a partir de 1796. O resultado o Irmão poderá verificar lendo esse Trabalho. Ao que descobrimos: se não há um elo muito forte há, todavia, uma sequência de fatos e de homens que se entrelaçam.
Seguimos uma Epopeia Maçónica, iniciada em 1796 e chegamos até 1896 - Um Século de Lutas. Onde o sangue generoso de muitos heróis ensopou a terra. Onde muitos atos de extrema e temerárias bravuras foram presenciados. E chegamos ao fim do Século Passado, vendo a Vitória sorrir em todas as direções e as Bandeiras defendidas, tremulando em todos os Mastros. A Bandeira da Independência das Américas, inclusive a do Brasil; a Abolição da Escravatura no Brasil (a última a ser conquistada) e a Implantação da República. E nenhuma dessas barreiras caiu de graça. Cada uma teve seu custo. E um custo muito alto. Mas, a Maçonaria Continental, se retemperou no calor do fogo das Batalhas.
Um desfile de augustos heróis passa diante de nossos olhos, demonstrando que, para os homens de boa vontade e de muita vontade, os obstáculos são transponíveis, por mais áspero e íngremes que sejam.
Muitos dos personagens, e, inclusive, da Carbonária, desfilam por este Trabalho, mas sem aquela desenvoltura Histórico-Documental. Esses personagens são apenas delineados, ou pinçados de dentro da História, para dar uma base mais realista, no desenrolar do nosso Trabalho.
Solicitamos aos nossos leitores que sejam benevolentes conosco, mais uma vez, pelo pouco que lhes estamos oferecendo.
Como dissemos no início desta apresentação - é um Romance-Históri-co-Maçônico. Não de tudo desprezível. Valendo pelo conjunto de acontecimentos históricos aqui enfocados.
O Livro aí está, o que será, será.
Londrina, abril de 1996.
Apresentação 15
Introdução 19
1ª PARTE
O Cura de Dolores 25
Conclusões 56
2ª PARTE
CAPÍTULO 1
O Padre Maçom que Ajudou Derrotar um Papa - Um Esboço Histórico 71
CAPÍTULO 2
O Cónego Joaquim António das Mercês 73
CAPÍTULO 3
Arruda Câmara 75
CAPÍTULO 4
Padre Roma- (1768-1817) 81
CAPÍTULO 5
Frei Caneca 83
CAPÍTULO 6
O Cónego Joaquim António das Mercês 85
CAPÍTULO 7
Bento Gonçalves " 87
CAPÍTULO 8
Giuseppe Mazzini 89
CAPÍTULO 9
Conde Benso Cavour 91
CAPÍTULO 10
Giuseppe Garibaldi 93
CAPÍTULO 11
A Carbonária 99
CAPÍTULO 12
O Triunvirato (Mazzini, Cavour e Garibaldi) 105
CAPÍTULO 13
Papa Pio IX 107
Conclusão 109
3ª PARTE
CAPÍTULO 1
A Influência de Itambé nas Futuras Revoluções 113
Assis Carvalho
CAPÍTULO 2
Revolução Pernambucana de 1817 117
CAPÍTULO 3
Papel da Maçonaria 125
CAPÍTULO 4
Lojas Maçónicas 127
AAPÍTULO 5
Areópago de Itambé, na Origem de Outras Revoluções no Brasil 135
CAPÍTULO 6
Grito do Ipiranga 137
Antonio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva 139
Ledo, o Republicano 143
Bicentenário de José C Pereira 148
Cônego Januário da Cunha Barbosa 152
CAPÍTULO 7
Confederação do Equador 157
Frei Caneca 162
CAPÍTULO 8
Balaiada no Maranhão- 1838/1841 179
CaPÍTULO 9
Sabinada (1837-1838) Bahia 181
CAPÍTULO 10
Balaiada Maranhão 183
CAPÍTULO 11
Revolução Farroupilha 187
CAPÍTULO 12
Maioridade de D Pedro II 191
CAPÍTULO 13
A Revolução Praieira 193
Pedro Ivo 195
CAPÍTULO 14
Abreu e Lima 199
Pedro Ivo 203
CAPÍTULO 15
Nunes Machado 207
CAPÍTULO 16
Pernambuco em 1848 209
CAPÍTULO 17
Saldanha Marinho 211
Conclusões 215
Bibliografia 219
Ilustrações 223