Mãezinha, Deixe-Me Viver!
Autor: Autores Diversos
Ao ser, com muita honra para mim, convidada a fazer o prefácio do livro MÃEZINHA, DEIXE-ME VIVER! pelo jornalista, radialista e escritor José de Paiva Netto, fiquei deveras preocupada, pois afinal, diante da experiência de um veterano jornalista, nada mais sou do que um 'foca".
Contudo, conhecedora profunda que sou das páginas, livros e palestras de Paiva Netto, não me é difícil arriscar a atender, com muita honra, como digo acima, tal convite.
Não classifico o que aqui escrevo de prefácio, pois seria pretensão de minha parte querer abrir um trabalho de tamanha envergadura moral, material e espiritual.
Creio que este livro não chocará ninguém que o lerá. Muito pelo contrário. Trará grandes benefícios, principalmente aos que erroneamente vivem clamando pela "legalização do aborto", alegando melhores condições de Vida para nós mulheres.
Sugiro aos seus leitores que meditem bastante sobre se o que realmente querem é a legalização do aborto ou a legalização da prevaricação, seja a da mulher ou a do homem, pois num ato de abortar, ambos assumem a mesma responsabilidade criminosa, queiram ou não, diante de DEUS ou do que dizem acreditar. Uma coisa é certa: até os fatores sócio-econômicos, ou outros que os teriam levado a tal ato, servirão para afastar um do outro mais depressa.Em cada página deste livro vemos a exaltação da perpetuidade do Amor em todo o mais alto nível que um Ser Humano possa senti-lo, compreendê-lo, vivê-lo e praticá-lo, ao deixar vir ao mundo o fruto do que os uniu num ato de Amor: a criança.
Cada um tem sua forma de amar e, portanto, o direito de sentir se foi amado, se foi desejado ou se, em nome do Amor que faziam, foi estuprado. /No meu modo de analisar a vida, tudo o que fere os nossos mais íntimos e sinceros sentimentos não passa de um estupro violento. Portanto, se formos eliminar tudo o que nos magoa (estupra os nossos sentimentos), acabaremos, um dia, nos eliminando uns aos outros, pois não existirão fetos no meio. O que na verdade passará a existir serão as nossas próprias faces, até então ocultas por nós, agora desnudadas, uma a uma. Eis a semente da guerra.
Assim como o abandono de um pai choca um filho, o da mãe etc... nada choca mais a nós Seres Humanos, sabendo ou não, do que a frustração de não saber amar. Quem sabe amar ama, seja de que forma for, o ente que trará ao mundo. E movido por este sentimento, no mínimo saberá ver alguém capaz de dar ao seu serzinho amado muito mais Amor. O Amor, para quem sabe senti-lo no seu todo, já começa eliminando o pior inimigo: o egoísmo. O egoísmo é o único sentimento capaz de tentar vencer o Amor, alegando mil coisas. Contudo, perante a mulher que ama a vida, pois dela também faz parte, o egoísmo se transforma em nada! Ela vence as barreiras, os preconceitos e deixa a única coisa que só a nós mulheres foi dado: o dom de podermos ter outro Ser nascido do nosso ser. Isso é tudo! A gente saber que é um Ente Humano já é importante. Mas, ter a capacidade de durante nove meses trazer a maior obra de arte criada, gerada e só vista após ser nascida de nós, é ultrapassar o limite dos limites, pois passa a ser a multiplicação de um em dois: mãe/filho.
E em todas as páginas deste livro é essa a exaltação que vemos. Que ao lê-lo, possamos discerni-lo e até mesmo elevar a nossa imaginação ao Alto, tentando sentir como é sublime ter dentro de nós um outro ser mexendo-se. Afinal, se nós mulheres estamos aqui, foi porque nossas Mães não se perturbaram com a expectativa de nos criar. Elas só pensaram em ter-nos. Que tal fazermos o mesmo enquanto podemos? Se for possível, com o apoio dos homens, que assim o seja. Se não for possível, que os mandemos procriar em árvores, quando se sentirem aptos ou preparados para tal. Mas, que não contem conosco para sermos seus pares, sempre à disposição, para a hora que quiserem, só para sexo, pois assim o Amor estará em segundo plano, quando deve, na verdade, ser tudo.
15 - Prefácio
23 - Abortar é assassinar
32 - Aborto é desumanidade
37 - "A Vitória do Nascer"
40 - A dúvida de Nicodemos
42 - O Grande Equívoco da Humanidade
49 - Deveres Espirituais e Direitos Humanos
50 - O Aborto e a Vida Eterna
52 - O Direito à Luz da Vida Eterna
55 - Desejo de PAZ e Soberania sobre si próprio
56 - Conquistar o mundo ou a Alma?
57 - As mães e os filhos das mães
60 - Homenagem à mulher
61 - A medida da competência
63 - Por que prostituir a mulher?
65 - Maria é o modelo
67 - Contra o aborto, a favor das mulheres.
68 - Aborto é violência
68 - É preciso esclarecer espiritualmente
69 - Sociedade sem JESUS — civilização de animais
70 - Atenção, senhores juristas! Atenção, senhores parlamentares: O corpo do bebê é do bebê!
71 - Todos temos que enfrentar,sozinhos, a hora da Verdade.
71 - O mundo moderno não pode entronizar a morte como sua deusa
73 - Quem ama, não mata.
74 - Abyssum...
78 - As sublimes formas de maternidade
79 - Todas as mulheres são mães
81 -Mulher não é escarradeira pública
82 - A família
85 - Pena de morte só pega ladrão de galinha
86 - A mulher é mais acessível às coisas de DEGS
88 - Viva a mulher!
90 - Poema das Mães
93 - Aborto: crime injustificável.
97 - Trombadinhas e trombadões
103 - Maternidade — dom supremo
104 - Os três soluços de Maria
108 - Os três olhares de Maria
112 -Alguns textos contra o crime do aborto
113 -Aborto
114 - Diário de uma criança que não nasceu
119 - Quando começa um Ser Humano
122 -Testemunho
126 - Como trabalha a Natureza?
129 - Experiências recentes
139 - Vampiro
153 - A vida é sempre a melhor opção
157 - Legalizar o aborto é institucionalizar o homicídio
165 - Sou contra o aborto, porque nasci!
169 - Abortar é crime dos mais cruéis
173 - Livremos os bebês do banco dos réus
177 - Ainda o aborto
185 - Aborto — tentativa de regulamentação de um crime
199 - Aborto versus responsabilidade
200 - A alvorada do ser 203 - Compromisso anterior
205 - Ação e reação
206 - Carne e espírito
209 - Dois gigantes do esclarecimento popular
215 -A mortalidade materna, o aborto e o terceiro caminho.
215 - É preciso acabar com a excessiva e desnecessária mortalidade materna...
219 - ...Mas nem por isso devemos defender o crime do aborto
220 - Um aborto é a eliminação de uma vida
222 - Os bebês, condenados pelo que não fizeram.
222 - Democracia e melhores condições de vida
223 - "O Brasil precisa de bons exemplos"
225 - Nos limites da insensibilidade
Livro NOVO.
Formato 13 x 09 cm
Editora LBV, 1ª Edição, 1989
228 páginas
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