Que o fogo seja criador parece um paradoxo, tão entranhada e disseminada anda a ideia de que seja um elemento apenas destruidor. Mas ele é sobretudo construtivo, e neste sentido tem aplicação prática na vida cotidana, desde o preparo de nossa alimentação. E assim também no cosmos, onde está sempre atuante na destruição de formas velhas e na reconstrução de outras novas, para que a vida se perpetue numa manifestação cada vez mais plena e pujante.
O fogo foi sempre tomado como um símbolo vivo, dinâmico, poderoso, invencível da Vida Divina. Por isso toda a antiguidade reverenciou o Sol como o mais categorizado e completo símbolo da Divindade Suprema. Por isso também o Antigo e o Novo Testamentos descrevem frequentemente o fogo como representante e emblema cintilante de Deus, Cristo, e o Espírito Santo. Figura o elemento ígneo da criação universal, de que o Sol é o protótipo. Que seria de nosso universo e de seus habitantes se o Sol se apagasse neste momento? Se o rei da criação ficasse, um dia definitivamente sepultado em seu ocaso?
Tal é, na essência, a mensagem deste livro, talvez o único no género. Focaliza quatro temas fundamentais: O Espírito Santo como Criador; A Mente Divina; O Mahachoan, Representante do Espírito Santo, e A Maternidade de Deus, subdivididos em capítulos e subcapítulos de leitura amena, acessível, empolgante e sobretudo lógica. O leitor vê desfilar diante de si um encadeamento de conceitos altos e profundos sobre religião, filosofia, ciência, arte, psicologia, política, educação, reformas sociais e outros não menos importantes.
Ao chegar à última página, terá ele. sem dúvida, uma visão panorâmica mais rica e esperançosa do mundo futuro, que já desponta no horizonte do universo. Será algo de uma visão apocalíptica, despida de suas alegorias e símbolos. Verá o surgir da Nova Jerusalém divisada pelo imortal Vidente de Samos, e diante de cujo influxo irresistível tomba a antiga Babilónia. Em termos atuais, é o surgir de uma nova era mais rutilante, em que se erguerá uma nova civilização, mais gloriosa e fraternal, ao passo que a velha vai desaparecendo do palco do mundo e lentamente se esboroando até a sua final extinção. E então "haverá um novo céu e uma nova terra".
E que tudo isto não é uma vã ou infantil utopia, poderá o leitor, à proporção que compulsa estas páginas, compará-las com os acontecimentos que ora sacodem o orbe e afligem a humanidade. E em meio de todo este aparente caos ele não se inquietará, porque ali anteverá esperançosos sinais de melhores e mais felizes dias para todas as almas.
Esta mensagem parece um sonho, porém é mais que um sonho; é a visão de uma onipotente lei cíclica, impulsionando ocultamente a evolução histórica e espiritual dos povos. É um mergulho nos mistérios do futuro, já tornando-se presente.
Proêmio da tradutora 7
Prólogo de C. Jinarajadasa 11
Prefácio do autor 13
Primeira Parte
O ESPÍRITO SANTO COMO CRIADOR
CAPÍTULO I — O Espírito Santo 15
Um capítulo descuidado na História Religiosa 15
Descuido da Terceira Pessoa no Hinduísmo 16
Descuido da Terceira Pessoa no Cristianismo 16
O Espírito Santo na Primitiva Igreja cristã 17
A Igreja latina e a paternidade de Deus 18
A adoração de Deus-Filho na Cristandade medieval 19
O renascimento e o futuro reinado de Deus-Espírito Santo 19
CAPÍTULO II — O Fogo Criador 21
A trindade humana 22
O tríplice instrumento do Eu 22
As três sendas 24
A experiência do Espírito Santo 24
Perpetuidade da criação 26
CAPÍTULO III — O Ritmo de Vida 28
O alento divino 28
O ciclo da vida humana 30
O canto da criação 31
As três etapas da criação 31
Primeira etapa: A unidade da natureza 32
Segunda etapa: Cultura 32
Terceira etapa: Deificação 34
CAPÍTULO IV — O Divino Ritual 36
A Suprema Grande Loja 37
Significação do Ritual 37
A Sagrada Eucaristia 38
O Ritual maçónico 39
CAPÍTULO V — O Universo Dinâmico 41
Conceito dinâmico da teoria da evolução 42
A evolução da vida 42
Inexistência do presente, passado e futuro 43
Solução do problema do tempo 44
Contemplação do futuro 45
O futuro inspirador 46
O universo de Deus-Espírito Santo 47
Predições políticas e sociais 47
CAPÍTULO VI —A Divina Alquimia 49
A alquimia e o Magnus Opus 49
Símbolos secretos dos Rosa-Cruzes 50
A divina alquimia 51
O Magnus Opus do homem 52
Kundalini, manifestação do Espírito Santo 52
A santidade do sexo 54
A transmutação do dsejo sexual 54
O Espírito Santo como purificador 55
Parcialidade da psicanálise 55
Alquimistas e psicanalistas 56
A psicanálise e a senda oculta 57
Segunda Parte
A MENTE DIVINA
CAPÍTULO VII — Da Imagem ao Arquiteto 59
O mundo de Deus é o único mundo real 60
Nosso universo e o de um anjo 61
O mistério da percepção sensória 62
Erro da teoria da percepção sensória 63
Nosso corpo e seus sentidos são também parte do mundo imaginário 64
Não "percepção", e sim "projeção" 65
Erro fundamental 65
A gruta de Platão 66
Nós somos os presos 67
O significado de Aía-ya 68
Como penetrar no mundo de Deus-Espírito Santo 69
Admirável experiência 70
CAPÍTULO VIII — O Mundo da Mente Divina 73
A vida vista do mundo real 74
Realidade do Espírito e da Matéria 74
O tempo no eterno 76
Espaço e onipresença 77
Existe ali Justiça Divina? 77
Livre arbítrio e determinismo 78
Os gozos da mente divina 79
CAPÍTULO IX — A Mente Superior 81
Como pensamos 82
Sonhos 82
Pensar num problema 83
Lampejos de inspiração 84
Newton e a maçã 84
Teoria verdadeira porém mal provada 85
O intelecto é um instrumento 85
Distinção necessária entre o intelecto e a mente superior 86
Não é espiritual o homem de vigorosa intelectualidade? 86
Quando o intelecto representa a mente superior 87
O desejo do conhecimento 88
Disciplina mental 88
Amor e conhecimento 89
Novo meio de adquirir conhecimentos 89
CAPÍTULO X — A Inspiração 91
O valor da inspiração 92
A moderna Psicologia e a Inspiração 92
A técnica da Inspiração 92
O caráter único da inspiração artística 93
O Entusiasmo 94
O Idealismo 95
Terceira Parte
O MAHACHOAN, REPRESENTANTE DO ESPÍRITO SANTO
CAPÍTULO.XI — O Paracleto e o Mahachoan 99
Paracleto, o Espírito Santo 100
O Segundo Logos e o Instrutor do Mundo 101
O Manu e o Mahachoan 102
O obra do Mahachoan como Diretor de energia cósmica 104
O Mahachoan, Senhor da Evolução 105
O Mahachoan, Alentador e Inspirador 105
O aspecto do Mahachoan 106
Os benefícios do Mahachoan 108
CAPÍTULO XII — O Senhor dos Cinco Raios 109
O Mahachoan, Senhor dos Cinco Raios 110
A obra do terceiro raio 111
Relatividae e Dharma 112
Tolerância e Prudência 113
O Chefe do terceiro raio 115
O raio da Beleza e Harmonia 115
O raio da Ciência 117
O raio da Devoção 118
O raio do Cerimonial 119
O Senhor dos Cinco Raios 121
Quarta Parte
A MATERNIDADE DE DEUS
CAPÍTULO XIII — A Maternidade Divina 123
O Hinduísmo e a Maternidade Divina 124
O culto de ísis no Egito 124
Kivan-Yin, a Mãe de Misericórdia 125
Demeter e a Magna Mater 125
O Cristianismo e a Virgem Maria 126
O perigo de uma explicação meramente intelectual 126
O problema da Dualidade 127
A experiência da Maternidade de Deus 127
A Criação, mãe eterna 129
Deus-Espírito Santo 130
O próximo reino do Espírito Santo 131
A nova religião da Terceira Pessoa da Divina Trindade 132
Nossa Senhora, a Virgem Mãe 133
O mundo de Deus Criador 134
Glossário dos termos sânscritos e outros, usados no texto 137