Libertar-se das amarras com que nos deixamos subjugar pelo cotidiano e sair pelo mundo em resposta a um chamado cie natureza mística requer forca e coragem.
Embora a maioria das pessoas sinta esse impulso ao longo de sua vida. quase sempre ele é sublimado.
O Roteiro Mágico de Pilágoras nos traz o relato cia viagem empreendida por Gustavo Korte à índia, na tentativa cie encontrar um indeterminado monge tibetano da religião Bom Po, por quem o autor sentiu-se espiritualmente chamado.
Ao longo do roteiro, de Stone-henge, no sul da Inglaterra, a Halicarnasso, no sul da Turquia, vivenciamos uma aventura, mesclada de comentários sobre as regiões percorridas, a história, a filosofia, a religião e o misticismo do povo local, e de fatos inesperados e pitorescos.
Procurando seguir a rota que teria sido percorrida por Pitágo-ras e outros iniciados, mas com a mente aberta para qualquer alteração de Rimo, acreditamos nas palavras do sivami Omkara-nanda: "Não se preocupem com o roteiro, pois em cada etapa da viagem uma nova pista do caminho lhes será revelada".
E assim foi. Em cada lugar um acontecimento, um encon-Iro, uma amizade casual, uma leitura ou informação acidental nos chegava, indicando como prosseguir.
Acompanhando o autor nessa aventura, cheguei à certeza de que a resposta positiva aos ditames da nossa intuição sempre nos traz maravilhosas recompensas.
Elisabeth Korte
Prefácio 11
Introdução 13
1 O mundo empírico 15
2 Sinais recebidos por meio de Apolônio de Tiana 16
3 Os planos de viagem 21
4 A despedida, o homem e sua sombra 22
5 Chegando à Inglaterra 22
6 O Museu Britânico 23
7 Stonehenge 27
8 Ecos de Dickens, Shakespeare e o peregrino 30
9 Canterbury, Thomas Becket e Santo Anselmo 41
10 Deixando a Bretanha 46
11 Passando por Hamburgo 47
12 Conhecendo velhos parentes 49
13 Deixando os filhos em casa alheia 50
14 Colónia 53
15 De Basel a Wintertur 55
16 Wintertur 62
17 A visita ao swami Omkarananda: um novo companheiro 64
18 Reconhecimento dos primeiros sinais 68
19 Munique e a Frauenkirche 70
20 Revivendo Mozart: as filigranas de Salzburg 72
21 Uma visita ao templo 74
22 Mozartsgeburtshaus 75
23 Cruzando os Alpes 81
24 Passando pela Ilíria mística 82
25 Ljubljana 84
26 Uma juventude sadia 85
27 Zagreb e o tio 86
28 Belgrado e a catedral bizantina 87
29 O Narodyn Musey 92
30 Skopje 93
31 A Grécia viva 96
32 Acampando às margens do mar Egeu: que é aura? 99
33 Os mitos e o Olimpo 106
34 Que é mito? 108
35 Mitos de árabes, judeus e cristãos 111
36 O mito do trabalho 114
37 Os mitos da morte e o fruto da Árvore da Vida 119
38 Razões mitológicas condicionantes 122
39 Um fato explicado pelo mito inça 127
40 Fábula, mito, religião e divindade 129
41 Um credo pessoal 130
42 Homens e deuses 131
43 Racionalizando a mitologia 133
44 A teogonia mitológica ou a origem das divindades 134
45 Pitágoras e as divindades 139
46 Equívocos históricos 140
47 Os mistérios e o pitagorismo xamânico 142
48 O juramento pitagórico e a devoção: 144
49 A lei e os rituais 146
50 O xamanismo 149
51 Um peregrino cristão não invade o Olimpo 150
52 Desviando do rumo de Atenas 152
53 Delfos: fé, intuição e razãox 156
54 Culto de Dioniso 159
55 O êxtase dionisíaco 162
56 O êxtase consciente 163
57 Reunindo condições para a iniciação 166
58 Êxtase: experiência do corpo, da alma ou do espírito 169
59 Diferenças entre alma e espírito 172
60 Gnose 178
61 A fome do corpo e os apetites da alma 179
62 Os cultos de Dioniso e Apoio 182
63 A gnose e os apetites do espírito 184
64 Em Delfos, alimentando o intelecto 186
65 O xamanismo apolíneo 188
66 O orfismo 191
67 A idade de ouro de Atenas 192
68 Uma via-sacra na Grécia antiga 200
69 Pitágoras em Elêusis: os rituais sagrados 201
70 A Rosa de Perséfone 202
71 A deusa Demétria 203
72 Corinto 205
73 Paulo de Tarso e os Coríntios 206
74 Micenes 208
75 Nauplius e a fortaleza veneziana 212
76 Epidauro, Gonçalves Dias e Schiller 213
77 O espólio de Micenes no Museu Nacional 219
78 Heróis, semideuses, demónios ou astronautas? 221
79 Retomando o roteiro, de Atenas a Istambul 224
80 Vivenciando Istambul 225
81 Fim de tarde em Éfeso 230
82 Mileto e a segunda trilha matemática para o roteiro 231
83 Tales e a ideia da semelhança das formas 233
84 Bodrun e os túmulos vazios 235
85 Heródoto e os "Nove Livros da História" 237
86 Roteiro Mágico de Pitágoras 242
87 Os mistérios iniciáticos e uma séria advertência 245
88 Que é iniciação? 253
89 De cidade em cidade, em busca do Lama 255
índice Remissivo 259
Bibliografia 271