Existe um meio seguro de uma pessoa exercer influência sobre outra, tanto de longe como de perto; um meio tão sutil que passa despercebido, por mais profundamente que seja sentida a ação invisível, da qual, aliás, ninguém pode fugir. Esse meio não é senão a propriedade comunicativa, dominadora e atrativa de todo pensamento emitido com intensidade. Algumas pessoas utilizam tal propriedade inconscientemente. Outras a contestam, sem se dar conta de que devem a ascendência de sua personalidade a essa força de grande poder irradiante que é reflexo de uma vigorosa organização psíquica. Outras pessoas, finalmente, gostariam de aprender a usar deliberadamente semelhante influência. É a estas últimas que se destina A INFLUÊNCIA Â DISTÂNCIA, de Paul-Clément Jagoí, obra de caráter essencialmente prático. Assim como praticamente todas as pessoas estão capacitadas a exercer as atividades normajs de um ser humano, assim também estão qualificadas para exercer a ação à distância; este livro, porém, tem precisamente a finalidade de possibilitar, àqueles que sejam pouco dotados, tirar de suas aptidões atuais o máximo de efeito e fortalecê-las por meio do treinamento. A INFLUÊNCIA Â DISTÂNCIA é uma obra realmente única no género e expõe, de maneira clara, os procedimentos que permitem exercer influência, de perto ou de longe, sobre quem quer que seja, e independentemente de sua vontade.
LIVRO I — Curso Elementar
INTRODUÇÃO AO LIVRO I 11
PRIMEIRA PARTE
TEORIA E PROCEDIMENTOS GERAIS
I — Introdução ao estudo do Poder do Pensamento. — Todos podem executar ou receber a comunicação e a imposição do pensamento. — A influência psíquica é uma subse-qiiência constante da atividade afetiva e cerebral. — Pode-se utilizá-la deliberadamente. — O principal objeto deste livro é indicar como. —• Os trabalhos anteriores 15
II — O que é preciso ter compreendido antes de experimentar. — As analogias entre o rádio e a telepsiquia. — A consonância radiofónica e a consonância mental. — A sintonização e a receptividade espontânea. — A superioridade do tom de movimento e a imposição do pensamento. -Necessidade de um estado especial e de diversas emissões prolongadas. — A impregnação gradualmente modificadora. — Leis das ações mentais à distância e comentários. - Da nitidez das imagens sugeridas depende a conformidade dos efeitos intencionais. -- O vigor propulsivo destes é proporcional à avidez que se experimenta do resultado. — A intenção eficaz por si própria. - - Psicologia de uma experiência clássica. — A determinação periódica do estado eficiente. — Necessidade de uma elaboração e de uma condensação sistemática da energia psíquica 21
- Instruções práticas gerais para influenciar alguém sem que este o saiba. — Estudo do plano de ação. — Edificação de imagens mentais. — Elaboração. — Condensação. — Disponibilização da energia psíquica. — A relação. — A emissão. — A recuperação. — O repouso cerebral 29
SEGUNDA PARTE PRODUÇÃO DE FENÓMENOS EM SUJEITOS DE EXPERIÊNCIA
IV — A s comunicações combinadas. — Condições de experimentação: A. O emissor. — B. O percipiente. — A relação. — As imagens. — As impressões auditivas, táteis, gustativas e olfativas. — Os impulsos musculares. — As comunicações emotivas. — As transmissões literais 43
V — A sugestão mental em sujeitos de experiência despertos ou previamente hipnotizados. — Treinamento dos sujeitos. — O estado de vigília: O cumberlandismo, sua técnica, seu papel educativo da percipiência. — A sugestão mental sem contato. — O estado de hipnose: concepção verdadeira dos estados segundos. — Como a sugestão favorece a percipiência. — Indicações práticas 51
VI — A hipnose unicamente pela ação mental. — A. De um sujeito já hipnotizado diversas vezes pelos meios comuns. — B. De uma pessoa que ainda não fora objeto de hipno-tizações anteriores 61
TERCEIRA PARTE
ADAPTAÇÕES DIVERSAS
VII — A comunicação telepsíquica dos sentimentos. — Considerações gerais. — O dinamismo passional. — A interrupção da dispersão desse dinamismo. -- O plano. — As notas de disponibilização. — A relação. — Pormenores da emissão diária 67
VIII — O tratamento mental das doenças. — A base emocional de todo tratamento mental. — Efeitos curativos da ação psíquica. — Escolha do operador. - - A corrente de vontades. — Diretivas gerais. — Duração da ação diária.
— As doenças crónicas. — As doenças psíquicas. — Ação inconscientemente importuna de algumas ambiên-cias. — O pensamento pode matar. — Importância, para o doente, de uma moral benevolente 77
IX — fará combater as más influências. — Perturbações e dissabores atribuídos à influência malévola de outrem. — Perseguidos e mitômanos. — Porque dificilmente o ódio gera efeitos telepsíquicos precisos. — Como ele pode agir. — Uma lei geral. — Como defender-se? — Como defender a outrem? 82
X — Para modificar ou prevenir uma decisão deplorável. — Onde a palavra fracassou, o pensamento pode triunfar. - Meditação prévia. —• O repouso condensador. — A busca e a anotação dos pensamentos mais evocativos. — A emissão. — Uma só sessão basta, com frequência. — Aplicações diversas do mesmo procedimento. — Tende confiança em vós 85
XI — Para preservar ou proteger alguém. — A intenção transformada em ação. — A preservação do perigo. — Procedimento. — Proteção no decorrer de uma prova ou de dificuldade. — Aplicações diversas 89
XII — Do desdobramento ou das possibilidades análogas. — Os fatos. — As teorias. — O duplo. — As formas-pen-samentos. — A experimentação. — As adaptações 91
XIII — A influência psíquica na vida, no mundo, nos negócios. — O fator telepsíquico na trama dos destinos. — A competição universal. — O desejo ávido, seus efeitos. — A ação exterior das disposições habituais do homem. — As aptidões sem avidez e a avidez sem aptidões. — A telepsiquia e os negócios. — Dileção e vigor apetente. - Bloqueios invisíveis. — Choques coletivos de vontades. — O psiquismo e a questão social. — Otimismo e lucidez. — A apreensão estéril e a apreensão útil. — Despotismo e servilismo. — Os caracteres fortes e sua influência. — — O trabalho* aperfeiçoa com eficácia o pensamento. -O amor e a telepsiquia. — Paixões e sentimentos. -Conclusão 99
QUARTA PARTE
INDICAÇÕES COMPLEMENTARES
XIV -- Contra-indicações. Inconvenientes. Obstáculos 111
XV - O desenvolvimento das aptidões para a experimentação telepsíquica. 115
XVI - A telepsiquia dos empíricos 123
XVII — Xegadores e detratares 127
LIVRO II — Curso Superior
INTRODUÇÃO AO LIVRO II 135
I — Disposições naturais e disposições adquiridas. — Analisai vossa condição psíquica. - - Um teste. -- Governar o pensamento. -- Bases fundamentais da aptidão para a telepsiquia deliberada. — O posto de comando —• Condições necessárias a toda intervenção eficaz 137
II — O magnetismo pessoal. -- Sua acepção simplista e sua essência real. — Causas da influência do olhar e da palavra. - - Leis fundamentais do magnetismo pessoal. —• A lei de intensidade e a de lucidez. — A firmeza e a ascendência. — A lei do qualitativo. — Repercussões múltiplas 155
III — O sintonismo. — Sugestão mental e transmissão do pensamento. — A dificuldade. — Influência pela comunicação de pensamento. - - Devaneio e projeção ativa. -Substituição. — Técnica hipnótica. — O sintonismo com desconhecidos 171
IV — A ação telepsíquica curadora. — A medida das possibilidades. — Considerações orientadoras. — O elemento subjetivo. — Princípios a observar no curso de cada sessão. - - As disposições morais. - - Conhecimentos necessários 181
V — A carente telepsíquica.
— Princípios de corrente — Práticas empíricas.
— Cadeias deliberadas. — Objetivos materiais.
— Tratamentos físicos. — Tratamentos morais.
— A contracorrente, reação igual e de sentido contrário. 193
VI — A telepsiquia e o amor. — Considerações gerais.
- Como despertar o amor. — Para prevenir a dissociação. -- Importância de uma reação precoce. — As rivalidades. — Após a ruptura. — Â vantagem de estar exercitado. 205