As Máscaras de Deus é uma das obras mais significativas e completas da visão campbeliana das mitologias do mundo.
Dividida em quatro volumes, apresenta de modo comparativo as raízes que deram origem a mitos, ritos e crenças que, por um lado, outorgaram identidade a cada uma das culturas, e, por outro, irmanam essas culturas nos seus princípios fundamentais.
Defensor da teoria difu-sionista, Campbell acompanha geográfica e historicamente o deslocamento de animais e povos em busca de espaços mais propícios, resultando disso sincretismos e superposições de crenças e mitos. Esses sincretismos e superposições confirmam a tese da unidade da raça humana, não apenas em termos biológicos, mas também na sua história espiritual.
Este primeiro volume está dedicado ao estudo dos povos primitivos e seus feitos. O segundo, aborda as mitologias orientais, especialmente as que se desenvolveram no Egito, índia. China, Tibete e Japão. O terceiro, compara temas que aparecem na arte, no rito e na literatura do mundo ocidental. O quarto e último volume lida com a mitologia criativa, isto é, com a esfera filosófica, espiritual e artística da cultura moderna, onde o homem é o criador de sua própria mitologia.
Prefácio: Sobre a Conclusão de As Máscaras de Deus 9
Prólogo: Por uma História Natural dos Deuses e Heróis 15
I. Os contornos de uma nova ciência 15
II. O abismo do passado 17
III. O diálogo da ciência e da ficção 19
PARTE I
A PSICOLOGIA DO MITO
Introdução: A Lição da Máscara 31
Capítulo 1: O Enigma da Imagem Hereditária 38
I. O mecanismo liberador inato 38
II. O estímulo sinal supranormal 44
Capítulo 2: A Estampagem ou Marcas da Experiência 53
I. Sofrimento e êxtase 53
II. A força estruturadora da vida na terra 58
III. As estampagens da primeira infância 62
IV. O animismo espontâneo da infância 74
V. O sistema de valores do grupo local 82
VI. O impacto da velhice 104
PARTE II A MITOLOGIA DOS AGRICULTORES PRIMITIVOS
Capítulo 3: A Esfera Cultural das Civilizações Avançadas 117
I. O Protoneolítico: c.7500-5500 a.C 117
II. O Neolítico Basal: c. 5500-4500 a.C. 120
III. O Neolítico Superior c.4500-3500 a.C. 121
IV. A cidade-estado hierática: c.3500-2500 a.C. 125
Capítulo 4: O Domínio dos Reis Imolados 130
I. A lenda da destruição de Kash 130
II. Uma noite de Sherazade 138
III. O rei e a virgem do fogo vestal 141
Capítulo 5: O Ritual Amor-Morte 145
I. A descida e o retorno da virgem 145
II. O evento mitológico 150
III. Perséfone 155
IV. O monstro enguia 160
V. Paralelismo ou difusão? 170
VI. O ritual amor-morte na América pré-colombiana 181
PARTE III A MITOLOGIA DOS CAÇADORES PRIMITIVOS
Capítulo 6: Xamanismo 191
I. O xamã e o sacerdote 191
n. A mágica xamanista 201
III. A visão xamanista
IV. O portador do fogo 221
Capítulo 7: O Mestre Animal 232
I. A lenda da dança do búfalo
H. A mitologia paleolítica 235
III. O ritual do sangue retomado 243
Capítulo 8: As Cavernas Paleolíticas 246
I. Os xamãs da Grande Caça 246
H. Nossa Senhora dos Mamutes 257
III. O mestre urso
IV. As mitologias dos dois mundos 283
PARTE IV A ARQUEOLOGIA DO MITO
Capítulo 9: Limiares Mitológicos do Paleolítico 291
I. O estágio do Plesiantropo (*- 600 000 a.C.-») 291
H. O estágio do Pitecantropo (*- 400 000 a.C.-») 294
m. O estágio do Homem de Neandertal (c.200 000-75 000/25 000 a.C.) 297
IV. O estágio do Homem de Cro-Magnon (c. 30 000-10 000 a.C.) 304
V. O estilo microlítico-capsitano (c.3O 000/10 000-4000 a.C.) 308
Capítulo 10: Limiares Mitológicos do Neolítico 312
I. A grande serpente dos primeiros agricultores (c.7500 a.C.?) 312
H. O nascimento da civilização no Oriente Próximo (c.7500-2500 a.C.) 317
III. A grande difusão 339
CONCLUSÃO
A Função do Mito 372
I. As imagens locais e o caminho universal 372
H. Os vínculos de amor, poder e virtude 374
in. A libertação do vínculo 378
Notas de referência
índice remissivo 399